Guia completo · quem são, o que fazem e como escolher

Parteira domiciliar: experiência, preparo e cuidado contínuo

Entenda o que faz uma parteira domiciliar, quais formações a habilitam, como verificar credenciais e como funciona o acompanhamento — do pré-natal ao puerpério.

Ficha técnica verificável

  • COREN-SP 287.322Registro profissional de enfermeira, verificável no Conselho
  • EspecialistaObstetrícia e Ginecologia, com título de especialista
  • Mestranda EEUSPPesquisa sobre parto domiciliar planejado e rede de saúde
  • +5.000 nascimentosAssistidos ao longo da carreira, em hospital, casa de parto e domicílio
  • 6 anos Casa AngelaCasa de parto em São Paulo, referência em parto fisiológico

Resposta direta

O que faz uma parteira domiciliar

Uma parteira domiciliar é a profissional que acompanha a gestação, o trabalho de parto, o nascimento e o puerpério na casa da família, dentro das competências da sua categoria. No Brasil, no âmbito da Enfermagem, essa assistência clínica cabe à enfermeira obstetra ou à obstetriz. É o caso da Babi: Bárbara Bordegatto é enfermeira obstetra (COREN-SP 287.322), especialista em Obstetrícia e Ginecologia, e atua com parto domiciliar planejado em São Paulo com avaliação contínua, equipe e plano de transferência.

  • Consultas e educação perinatal

    Pré-natal com tempo de escuta, informação baseada em evidências e preparo para as decisões do parto.

  • Avaliação clínica contínua

    Classificação de risco no início e reavaliação em cada consulta, no trabalho de parto e no pós-parto.

  • Planejamento do parto em casa

    Avaliação do domicílio, organização do espaço, materiais, acionamento da equipe e logística.

  • Assistência obstétrica ao parto

    Monitorização da mulher e do bebê, suporte ao parto fisiológico e condutas conforme protocolo.

  • Cuidados iniciais com o recém-nascido

    Avaliação do bebê nas primeiras horas, apoio ao contato pele a pele e ao início da amamentação.

  • Identificação de necessidade de encaminhamento

    Detecção precoce de alterações e transferência organizada quando o hospital passa a ser o melhor lugar.

  • Continuidade no puerpério

    Visitas e acompanhamento após o nascimento: recuperação, amamentação e adaptação da família.

Quem é quem

Parteira, enfermeira obstetra, obstetriz e doula

“Parteira” é a palavra que as famílias usam — e ela é bonita. Mas não é, sozinha, uma categoria profissional. Antes de contratar, vale entender qual formação está por trás do nome.

Enfermeira obstetra

Graduação em Enfermagem somada a especialização ou residência em Enfermagem Obstétrica, com registro ativo no COREN. Presta assistência integral ao parto de risco habitual dentro das competências da Enfermagem, conforme a Resolução Cofen 737/2024, inclusive no domicílio. Atua em gestações de risco habitual e encaminha o que estiver fora desse escopo. É a categoria da Babi.

Obstetriz

Graduação específica em Obstetrícia, com registro ativo no COREN. Presta assistência obstétrica nas mesmas condições previstas pela norma para o parto domiciliar planejado, com os mesmos limites de escopo: risco habitual e encaminhamento quando indicado.

Parteira tradicional

Mulher da comunidade que acompanha gestação, parto e pós-parto com base em saberes transmitidos entre gerações e na experiência prática, integrando cuidado físico, emocional e cultural. Mesmo sem formação acadêmica formal, desempenha um papel essencial onde o acesso aos serviços de saúde é limitado, sendo cada vez mais reconhecida pela importância de seus conhecimentos no cuidado ao nascer.

Enfermeiras obstetras e obstetrizes são chamadas de parteiras porque sua atuação está centrada no cuidado direto ao processo de gestar, parir e nascer, acompanhando o parto de forma contínua, respeitando a fisiologia e oferecendo suporte físico e emocional, com intervenções baseadas em evidências quando necessário. São consideradas parteiras contemporâneas e urbanas, pois exercem esse papel dentro de contextos institucionalizados ou domiciliares nas cidades, articulando o saber científico com a essência histórica, relacional e cultural do cuidado ao nascer.

Doula

Formação livre voltada ao suporte não clínico. Oferece apoio físico, emocional e informacional contínuo à mulher e à família. Não realiza avaliação nem assistência clínica e não substitui a equipe obstétrica.

Resposta-chave: no âmbito da Enfermagem, a Resolução Cofen 737/2024 determina que a assistência ao parto domiciliar planejado seja realizada por enfermeira obstetra ou obstetriz. Sempre que a Babi usa o nome “parteira”, a categoria formal — enfermeira obstetra — vem junto, visível e verificável.

Ainda confusa com nomes e papéis? Uma conversa resolve mais do que dez abas abertas.

Tirar dúvidas em uma consulta

Base legal

É legal? Sim — e existe norma para isso

O parto domiciliar planejado assistido por enfermeira obstetra ou obstetriz é regulamentado no Brasil. A norma não apenas autoriza: ela organiza como o cuidado deve ser estruturado.

A Resolução Cofen 737/2024, alterada pela Resolução 786/2025, normatiza a atuação de enfermeiras obstetras e obstetrizes na assistência ao parto domiciliar planejado. Em vez de tratar o parto em casa como zona cinzenta, o Conselho definiu requisitos concretos — e é exatamente por esses requisitos que você pode avaliar qualquer equipe, inclusive a da Babi.

O que a norma exige de uma equipe de parto domiciliar

  • Profissionais habilitadas: assistência por enfermeira obstetra ou obstetriz, com registro ativo.
  • Responsável técnica: uma profissional responde formalmente pela organização do serviço.
  • Equipe mínima: pelo menos duas profissionais qualificadas em cada parto — uma para a mulher, outra para o bebê.
  • Protocolos e rotinas: procedimentos operacionais escritos, alinhados às normas e às melhores evidências.
  • Consentimento e contrato: termo de consentimento livre e esclarecido e contrato de prestação de serviço.
  • Avaliação do domicílio: visita prévia para verificar condições da casa, acesso e deslocamento.
  • Instituição de referência: serviço hospitalar definido antes do parto para eventual transferência.
  • Plano de transferência: transporte e comunicação planejados conforme o motivo e a urgência.
  • Continuidade no puerpério: o cuidado não termina no nascimento — segue no pós-parto.

Vale registrar também o que a norma não diz: ela não transforma a doula em profissional de assistência clínica — o suporte da doula é não clínico — e não dispensa a avaliação de risco: o parto domiciliar planejado é indicado para gestações de risco habitual, com reavaliação contínua. Para aprofundar, consulte a Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal do Ministério da Saúde e o Parecer Técnico Cofen 003/2019.

Ferramenta central

Checklist verificável: como escolher sua parteira

Dezesseis itens que qualquer família pode conferir com qualquer parteira ou equipe — inclusive com a Babi. Cada card traz a pergunta pronta para fazer na entrevista. O checklist mede completude documental e organizacional, nunca aptidão clínica: essa avaliação é da profissional, caso a caso.

Item 01

Nome, categoria e COREN estão visíveis?

Nome civil, categoria formal (enfermeira obstetra ou obstetriz) e número de registro devem aparecer sem que você precise pedir duas vezes.

Pergunta para a entrevista

“Qual é o seu nome completo, sua categoria profissional e seu número de COREN?”

Item 02

O registro está ativo?

Registro se confere na consulta pública do Cofen/COREN, não se presume. Leva dois minutos e elimina dúvidas.

Pergunta para a entrevista

“Você pode me mostrar onde consulto a situação do seu registro no Conselho?”

Item 03

O título de especialista está registrado?

Especialização em Enfermagem Obstétrica deve estar registrada no Conselho, não apenas citada na bio.

Pergunta para a entrevista

“Sua especialização em Obstetrícia está registrada no COREN?”

Item 04

A equipe tem responsável técnica?

A norma prevê uma profissional formalmente responsável pela organização técnica do serviço.

Pergunta para a entrevista

“Quem é a responsável técnica da equipe?”

Item 05

A equipe tem profissionais suficientes?

São duas pessoas sob cuidado no nascimento, e a equipe precisa dar conta das duas ao mesmo tempo.

Pergunta para a entrevista

“Quem estará comigo no dia do parto e qual é a formação de cada uma?”

Item 06

Há critérios de avaliação e reavaliação?

Elegibilidade não é etiqueta definitiva: deve haver critérios claros de entrada e reavaliação até o parto.

Pergunta para a entrevista

“Como você avalia se posso seguir com o plano de parto em casa — e quando essa avaliação se repete?”

Item 07

Existem protocolos escritos?

Condutas de rotina e de urgência devem estar documentadas em protocolos e POPs, não só na memória.

Pergunta para a entrevista

“Vocês trabalham com protocolos escritos? Posso conhecer os principais?”

Item 08

A equipe treina urgências?

Hemorragia, distocia de ombro e reanimação neonatal exigem treinamento periódico, com data recente.

Pergunta para a entrevista

“Qual foi o último treinamento de urgências obstétricas e neonatais da equipe?”

Item 09

Equipamentos e materiais atendem à norma?

Ausculta fetal, sinais vitais, oxigênio, materiais de reanimação e medicações de urgência fazem parte do kit.

Pergunta para a entrevista

“O que exatamente vocês levam para o parto e para as urgências?”

Item 10

Existe instituição de referência?

Antes do parto, deve estar definido para qual serviço hospitalar a família seria transferida, se preciso.

Pergunta para a entrevista

“Qual seria a nossa instituição de referência e por que essa escolha?”

Item 11

O transporte é planejado segundo a situação?

Carro próprio, ambulância ou SAMU: o meio depende do motivo e da urgência, e isso deve estar pensado antes.

Pergunta para a entrevista

“Como decidimos o tipo de transporte se houver transferência?”

Item 12

Transferência e acompanhamento estão no contrato?

O contrato deve dizer o que acontece em caso de transferência — inclusive se a equipe acompanha a família.

Pergunta para a entrevista

“O que o contrato prevê se precisarmos ir para o hospital?”

Item 13

O cuidado continua no puerpério?

Visitas pós-parto, apoio à amamentação e avaliação do bebê nas primeiras semanas fazem parte do serviço.

Pergunta para a entrevista

“Como é o acompanhamento depois que o bebê nasce?”

Item 14

Indicadores têm método e período?

Números como taxa de transferência só informam com método claro: período, total de partos e critérios.

Pergunta para a entrevista

“Seus números se referem a que período e a quantos partos?”

Item 15

Valores, disponibilidade e limites são transparentes?

Proposta por escrito, com o que está incluído, condições de agenda e o que não está coberto.

Pergunta para a entrevista

“O que está incluído no valor — e o que fica de fora?”

Item 16

A comunicação respeita escolhas — e sabe dizer “não”?

Desconfie de quem promete tudo. Uma boa profissional explica limites e recusa o que não é seguro.

Pergunta para a entrevista

“Em que situações você me diria ‘não’ — e o que aconteceria depois?”

Use este checklist com qualquer equipe que estiver avaliando. Para guardar ou levar para a entrevista, imprima ou salve esta página em PDF pelo navegador — o conteúdo é livre, sem cadastro. A Babi responde a todos os dezesseis itens com documentos e detalhes na conversa inicial.

Checklist em mãos? Então o próximo passo natural é uma conversa inicial, sem compromisso.

Fazer uma conversa inicial com a Babi

O essencial

Parto domiciliar planejado, em resumo completo

Parto domiciliar planejado é o nascimento que acontece em casa por escolha informada da família, com acompanhamento profissional desde a gestação, critérios de elegibilidade, equipamentos, protocolos e plano de transferência definidos antes do trabalho de parto. A palavra decisiva é planejado: nada ali depende de improviso.

Não é parto desassistido

No parto desassistido (freebirth), a família opta por não ter profissional presente. No parto domiciliar planejado, há equipe habilitada do início ao fim.

Não é parto acidental

O nascimento inesperado em casa ou no trajeto é uma urgência não planejada — o oposto de um processo preparado por meses.

Não é casa de parto

A casa de parto, como a Casa Angela, é um serviço extra-hospitalar com estrutura própria. No domiciliar, é a equipe que vai até a família.

O que os estudos descrevem

Em gestações de risco habitual, com profissionais qualificadas e integração com a rede de saúde, estudos internacionais e a própria Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal descrevem, para ambientes de parto fisiológico, menos intervenções — como episiotomia, ocitocina de rotina e cesárea — e alta satisfação das mulheres, com desfechos perinatais comparáveis aos de ambientes hospitalares nesses contextos.

A leitura honesta, porém, tem duas camadas. Primeiro: esses resultados dependem do contexto — seleção adequada, equipe treinada, distância viável do hospital e transferência bem organizada. Segundo: risco zero não existe em nenhum local de parto, nem em casa, nem no hospital. Parte das famílias precisará de transferência durante o processo, e isso não é fracasso do plano: é o plano funcionando. Quem promete segurança absoluta — para qualquer cenário — não está lendo a mesma literatura.

Elegibilidade

Quem pode ser avaliada para o parto em casa

Você não vai encontrar aqui uma lista de “pode” e “não pode” para se autoavaliar — e isso é proposital. A classificação de risco de uma gestação considera histórico de saúde, gestações anteriores, exames, evolução atual e contexto, combinados por uma profissional habilitada. Uma lista genérica na internet erraria nos dois sentidos: excluiria mulheres que poderiam ser acompanhadas e, pior, tranquilizaria indevidamente quem precisa de outro tipo de cuidado.

O que dá para dizer com segurança: o parto domiciliar planejado é indicado para gestações de risco habitual, e essa condição é reavaliada continuamente — em cada consulta do pré-natal, no início do trabalho de parto e durante ele. A elegibilidade pode mudar: uma gestação que começa de risco habitual pode desenvolver uma condição que indique o hospital como melhor local de nascimento, e o contrário também acontece com dúvidas que se resolvem com exames e acompanhamento.

Quando a avaliação indica outro caminho, o encaminhamento é feito com explicação, documentação e apoio na transição — porque encaminhar também é cuidar. A resposta que a Babi busca não é “como viabilizar um parto em casa a qualquer custo”, e sim “qual é o cuidado certo para esta gestação, agora”.

Logística do cuidado

Como a parteira prepara a casa e a equipe

Entre a decisão e o parto existe um trabalho silencioso de preparação. É ele que transforma uma casa comum no melhor lugar possível para aquele nascimento.

A preparação percorre oito frentes, todas antes do trabalho de parto:

  • Avaliação sanitária e física: visita ao domicílio para verificar higiene, água, iluminação e temperatura.
  • Acesso e deslocamento: tempo de chegada da equipe, trajeto até o hospital de referência e alternativas.
  • Organização do espaço: onde a mulher quer circular, apoiar-se, banhar-se e dar à luz — a casa é dela.
  • Materiais e equipamentos: checklist do que a equipe leva e do que a família providencia, revisado perto do termo.
  • Acompanhantes, irmãos e pets: combinados sobre quem estará presente e que apoio cada um recebe.
  • Instituição de referência: definição do serviço hospitalar e do que levar em caso de transferência.
  • Acionamento e disponibilidade: como e quando chamar a equipe, com fluxo claro a partir do sobreaviso.
  • Documentação: contrato, consentimento, plano de parto e registros clínicos organizados.
“Minha casa é pequena demais.”

Parto precisa de menos espaço do que se imagina. O que a avaliação verifica é higiene, acesso e circulação mínima — não metragem. Muitos nascimentos acontecem em quartos comuns de apartamentos compactos.

“Preciso esterilizar a casa como um hospital.”

Não. A casa deve estar limpa, e os materiais críticos que a equipe usa são estéreis ou descartáveis. O ambiente doméstico, com os microrganismos com que a família já convive, não exige esterilização hospitalar.

“Sem banheira não tem parto em casa.”

A banheira é um recurso de conforto e alívio da dor, não um requisito. Chuveiro, bola, banquetas e o próprio chão da casa funcionam. Se a família quiser banheira, a logística é combinada no preparo.

“É obrigatório ter ambulância na porta.”

O que a norma exige é plano de transferência: instituição de referência e transporte adequado ao motivo e à urgência. Em muitos cenários de transferência não urgente, o carro da família é o meio combinado; a conduta é definida caso a caso, nunca universalizada.

Segurança e transferência

Nove camadas entre o plano e o imprevisto

Segurança no parto domiciliar não é um item — é um sistema. Cada camada existe para que a seguinte raramente seja necessária.

  • 1 · Seleção e pré-natal: só seguem para o plano domiciliar gestações de risco habitual, acompanhadas de perto.
  • 2 · Equipe habilitada: profissionais qualificadas, com atenção dedicada à mulher e ao recém-nascido.
  • 3 · Monitorização: ausculta fetal intermitente e sinais maternos em intervalos definidos por protocolo.
  • 4 · Protocolos e equipamentos: condutas escritas e materiais de urgência conferidos antes de cada parto.
  • 5 · Treinamento: atualização periódica em urgências obstétricas e neonatais — a Babi mantém esse treinamento em dia.
  • 6 · Detecção e decisão: critérios objetivos para reconhecer desvios cedo e decidir sem hesitação.
  • 7 · Instituição de referência: hospital definido antes do parto, com trajeto e tempo conhecidos.
  • 8 · Transporte conforme a situação: o meio — carro, ambulância ou SAMU — é decidido pelo motivo e pela urgência.
  • 9 · Comunicação e continuidade: transferência com registro clínico por escrito e equipe junto da família.

Um ponto de honestidade importante: taxa de transferência não é taxa de fracasso. Nos estudos sobre parto domiciliar planejado, uma parte das mulheres — especialmente entre as que estão no primeiro parto — é transferida, na maioria das vezes por motivos não emergenciais, como progressão lenta do trabalho de parto ou desejo de analgesia. Uma equipe que transfere no momento certo está exatamente cumprindo o combinado. Os números variam entre populações e serviços, e é assim que devem ser lidos: com método, período e contexto — nunca como promessa.

Quer entender em detalhe como a equipe da Babi planeja contingências para o seu contexto?

Entender os protocolos da equipe

Passo a passo

O acompanhamento de uma parteira domiciliar, em onze etapas

Do primeiro “olá” às visitas depois do nascimento: o que acontece, quem participa e o que você recebe em cada fase. Este é o desenho que um acompanhamento domiciliar bem estruturado costuma ter — e é também como a Babi organiza o dela. Detalhes de formato se ajustam a cada família; o desenho do cuidado, não.

  1. Contato inicial

    WhatsApp · você e a profissional

    Apresentação, dúvidas rápidas, confirmação de área de atendimento, agenda e informações de valores. Sem triagem clínica por mensagem — o objetivo é decidir se vale marcar uma consulta.

    Entregável: proposta de data para a consulta inicial
  2. Consulta inicial

    Encontro de ~1h30 · gestante e acompanhante

    Conversa longa sobre história, expectativas e contexto, com espaço para todas as perguntas do checklist desta página. A Babi apresenta credenciais, protocolos e o funcionamento do serviço.

    Entregável: visão completa do serviço, sem compromisso
  3. Avaliação e pré-natal

    Consultas periódicas · equipe e rede de saúde

    Classificação de risco, acompanhamento clínico da gestação e articulação com exames e avaliações da rede. A elegibilidade para o parto domiciliar é confirmada — e reconfirmada — aqui.

    Entregável: registros clínicos de cada consulta
  4. Encontros e preparo

    Sessões educativas · família toda

    Preparo para o trabalho de parto, manejo da dor, papel dos acompanhantes, amamentação e pós-parto. Informação baseada em evidências para decisões conscientes, não roteiro engessado.

    Entregável: plano de parto construído em conjunto
  5. Avaliação do domicílio

    Visita à casa · equipe

    Verificação das condições da casa, acesso, deslocamento e organização do espaço, com orientações práticas do que preparar e do que a equipe traz.

    Entregável: checklist da casa e lista de materiais
  6. Contrato, consentimento e planos

    Documentação · família e responsável técnica

    Contrato de prestação de serviço, termo de consentimento livre e esclarecido, definição da instituição de referência e plano de transferência por escrito — tudo antes do sobreaviso.

    Entregável: documentos assinados e plano de transferência
  7. Disponibilidade da equipe

    Sobreaviso · equipe de plantão

    A partir da janela combinada, a equipe entra em regime de sobreaviso, com fluxo claro de acionamento a qualquer hora e critérios sobre quando chamar.

    Entregável: fluxo de acionamento por escrito
  8. Assistência ao parto

    Na sua casa · a equipe

    Acompanhamento do trabalho de parto com monitorização, suporte contínuo e respeito ao ritmo fisiológico. Recepção do bebê, contato pele a pele e primeira mamada sem pressa.

    Entregável: assistência integral registrada em prontuário
  9. Transferência, quando indicada

    Se necessário · equipe junto da família

    Se algo indicar que o hospital passou a ser o melhor lugar, o plano é executado: comunicação com o serviço de referência, transporte adequado à situação e registro clínico entregue na chegada.

    Entregável: relatório de transferência e continuidade do cuidado
  10. Primeiras horas

    Pós-parto imediato · equipe

    Avaliação da mulher e do recém-nascido, apoio à amamentação, orientações de sinais de alerta e organização da casa antes de a equipe se despedir — sem pressa de relógio.

    Entregável: orientações de puerpério por escrito
  11. Visitas e continuidade

    Puerpério · equipe e rede

    Visitas domiciliares nos primeiros dias, acompanhamento da recuperação, da amamentação e da adaptação, com articulação para os testes do recém-nascido e a consulta pediátrica.

    Entregável: acompanhamento de puerpério concluído com registro

A agenda de partos domiciliares é limitada por mês — o sobreaviso exige exclusividade real.

Consultar disponibilidade

Prova, não adjetivo

Por que a Babi

Bárbara Bordegatto — a Babi Parteira — é enfermeira obstetra e uma das parteiras domiciliares mais experientes e qualificadas do Brasil. A afirmação é forte; as provas estão abaixo, todas verificáveis.

  • Nome e categoriaBárbara Bordegatto, enfermeira obstetra — registro COREN-SP 287.322, especialista em Obstetrícia e Ginecologia.
  • Hospital públicoCerca de 4 anos no Centro de Parto Normal do Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch (M'Boi Mirim), em São Paulo, assistindo partos em alto volume.
  • Casa de parto6 anos na Casa Angela, casa de parto de São Paulo referência em assistência fisiológica ao nascimento.
  • Hospital privadoPassagem pelo Hospital Israelita Albert Einstein, vivenciando outro padrão de fluxo e protocolo institucional.
  • DomicílioAssistência a partos domiciliares planejados com equipe própria, na casa das famílias.
  • VolumeMais de 5.000 nascimentos assistidos ao longo da carreira, somando hospital, casa de parto e domicílio.
  • UrgênciasTreinamento em urgências obstétricas e neonatais, com atualização periódica.
  • PesquisaMestrado em andamento na Escola de Enfermagem da USP (EEUSP), pesquisando o parto domiciliar planejado e sua integração com a rede de saúde — qualificação registrada pela EEUSP.
  • DocênciaExperiência como docente em enfermagem, formando novas profissionais para a assistência ao parto.
  • GestãoMBA em Gestão de Projetos pela ESALQ/USP, aplicado ao planejamento do acompanhamento, à organização dos protocolos e à gestão de riscos.

O que cada prova significa para a sua escolha

Formação e COREN — habilitação legal e responsabilidade profissional perante o Conselho: o alicerce de tudo.

Centro de parto normal — experiência em alto volume e em fluxo institucional. Quem conhece o hospital por dentro transfere melhor.

Casa Angela — seis anos de prática em atenção fisiológica ao parto e trabalho em equipe fora do ambiente hospitalar.

Assistência domiciliar — experiência específica no cenário que interessa a você: o parto na casa da família.

Treinamento de urgência — preparo técnico atualizado para os minutos em que preparo é o que conta.

Pesquisa na USP — estudo acadêmico da integração entre parto domiciliar e rede de saúde, o tema central da segurança.

MBA em Gestão de Projetos — método para planejar, coordenar e antecipar riscos, aplicado à organização do acompanhamento e dos protocolos.

Docência e ciência — leitura crítica de evidências e capacidade de explicar com clareza. Você sente isso em cada consulta.

Babi Parteira: experiência clínica, pesquisa, preparo e presença para acompanhar decisões antes, durante e depois do nascimento.

Bárbara Bordegatto · Enfermeira Obstetra · COREN-SP 287.322

Quer conferir por fora desta página? A trajetória da Babi é pública: do perfil profissional à pesquisa apresentada na EEUSP, passando por entrevista à rádio CBN sobre a busca por parto domiciliar.

Nenhum texto substitui a impressão de uma conversa. O WhatsApp é da própria Babi.

Falar diretamente com a Babi

Quer conhecer o trabalho da Babi por inteiro — trajetória, textos e contato?

Visitar babiparteira.com.br

Área de atendimento

São Paulo e região metropolitana

A área principal de atendimento é a cidade de São Paulo e a região metropolitana. A distância importa por uma razão clínica, não comercial: o tempo de chegada da equipe e o trajeto até a instituição de referência fazem parte do plano de segurança, e precisam ser viáveis.

Outras localidades podem ser avaliadas caso a caso — a resposta depende da combinação entre distância, tempo de deslocamento, rede de saúde disponível na sua região e agenda da equipe. Se a sua cidade não for atendida, a Babi orienta como procurar profissionais qualificadas mais próximas, usando o mesmo checklist desta página.

Investimento

Quanto custa o acompanhamento

O valor é informado sob consulta, em orçamento personalizado. Não é jogo de esconde: é que o serviço muda de família para família, e um número genérico mentiria para metade delas.

O que compõe o orçamento:

  • Composição da equipe no parto.
  • Número de consultas de pré-natal e encontros de preparo incluídos.
  • Distância e deslocamento até o domicílio, inclusive nas visitas de puerpério.
  • Período de sobreaviso, em que a equipe reserva disponibilidade integral para a família.
  • Materiais, equipamentos e insumos levados para o parto e para urgências.
  • Extensão do acompanhamento no puerpério: número de visitas e suporte à amamentação.

A proposta chega por escrito, com o que está incluído, o que não está, condições de pagamento e as regras para transferência e imprevistos — antes de qualquer assinatura.

Perguntas frequentes

O que as famílias perguntam

Como verificar o COREN de uma parteira?

Peça o número de registro e o nome completo da profissional e consulte a plataforma pública de busca do Conselho Federal de Enfermagem ou do COREN do estado. Verifique se o registro está ativo e se a categoria é enfermeira obstetra ou obstetriz. O registro da Babi é COREN-SP 287.322, na categoria enfermeira, com especialização em Obstetrícia e Ginecologia.

Parteira e doula são a mesma coisa?

Não. A doula oferece suporte físico, emocional e informacional, que é valioso, mas não clínico: ela não avalia batimentos, toque, pressão ou sangramento, e não conduz o parto. A assistência clínica ao parto domiciliar planejado, no âmbito da Enfermagem, cabe à enfermeira obstetra ou à obstetriz. As duas funções podem coexistir na mesma equipe, com papéis diferentes.

Por que a equipe tem duas profissionais?

Porque, no momento do nascimento, existem duas pessoas sob cuidado: a mulher e o bebê. A Resolução Cofen 737/2024 estabelece equipe mínima com pelo menos duas profissionais qualificadas na assistência ao parto domiciliar planejado, o que permite atenção simultânea, revezamento em trabalhos de parto longos e resposta mais segura em situações de urgência.

A parteira substitui o pré-natal médico?

O pré-natal com enfermeira obstetra é reconhecido para gestações de risco habitual, e a Babi realiza consultas, solicita e interpreta exames dentro de suas competências. Ainda assim, o acompanhamento é pensado para dialogar com a rede de saúde: exames, vacinas e avaliações médicas quando indicadas fazem parte do plano, e qualquer condição fora do risco habitual é encaminhada.

Quem pode ter parto em casa?

Em geral, o parto domiciliar planejado é indicado para gestações de risco habitual, com avaliação individual feita por profissional habilitada ao longo do pré-natal. Não é possível confirmar elegibilidade por lista pronta na internet nem por mensagem: a classificação considera histórico, exames e evolução da gestação, e pode mudar até o parto. Por isso a avaliação é contínua.

O que acontece se for preciso transferir para o hospital?

A transferência é parte prevista do cuidado, não uma falha. O plano é definido antes do parto: instituição de referência, trajeto, transporte conforme o motivo e a urgência, documentação com a evolução do trabalho de parto e comunicação com o serviço. A equipe acompanha a família e mantém a continuidade do cuidado após a transferência.

Quais equipamentos a equipe leva?

A equipe leva materiais e equipamentos para monitorização e para atendimento de urgências, entre eles equipamentos de ausculta fetal, aferição de sinais vitais, materiais para contenção de hemorragia, oxigênio e itens de reanimação neonatal, além de medicações e insumos previstos em protocolo. A lista completa e a forma de uso são apresentadas durante o acompanhamento.

Quando devo procurar a Babi?

O ideal é conversar assim que a ideia do parto em casa surgir, em qualquer fase da gestação. Procurar cedo dá tempo para avaliação completa, preparo e vínculo com a equipe. Contatos no fim da gestação também são bem-vindos: a possibilidade de assumir o acompanhamento dependerá da avaliação e da agenda.

A Babi atende a minha cidade?

A área principal de atendimento é São Paulo (capital) e a região metropolitana. Outras localidades podem ser avaliadas caso a caso, considerando distância, tempo de deslocamento e rede de referência disponível. Confirme sua região pelo WhatsApp.

Quanto custa o acompanhamento?

O valor é informado sob consulta, em orçamento personalizado, porque depende de fatores como composição da equipe, número de consultas e encontros, distância do domicílio, período de sobreaviso e acompanhamento do puerpério. A proposta detalha o que está incluído, as condições de pagamento e as regras de transferência e imprevistos antes da assinatura do contrato.

O WhatsApp é atendido 24 horas?

Não. O WhatsApp é um canal de informação e agendamento, respondido em horário de atendimento, e não é um canal de emergência. Famílias em acompanhamento recebem um fluxo próprio de acionamento da equipe. Em qualquer situação de urgência, procure imediatamente um serviço de saúde ou ligue para o SAMU, no número 192.

Conversar no WhatsApp confirma que posso ter parto em casa?

Não. A conversa inicial serve para se conhecerem, tirar dúvidas, verificar área de atendimento, agenda e valores. A possibilidade do parto domiciliar só é confirmada com avaliação clínica ao longo do pré-natal, e permanece condicionada à evolução da gestação até o dia do parto.

Escolher uma parteira é escolher com quem construir confiança antes de precisar dela.

Você acabou de ler o guia, o checklist e as provas. O que falta é o que nenhuma página entrega: conversar, perguntar e sentir se é com a Babi que você quer viver esse dia.

Começar meu planejamento

Conhecer o site da Babi Parteira

Bárbara Bordegatto · Enfermeira Obstetra · COREN-SP 287.322 · São Paulo e região metropolitana

WhatsApp da Babi